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A História da Bebida ao Longo dos Séculos: CERVEJA

Publicado em 02/01/2019

As bebidas alcóolicas existem há muito tempo, e seu desenvolvimento ocorreu de forma interessante, fazendo parte, inclusive, de fatos históricos.


O álcool vêm sendo feito a milhares de anos, utilizando grãos, frutas e mel. Tanto que segundo indícios, a primeira bebida alcóolica do mundo, surgiu na China, no ano 8000 a.C! 

Uma bebida destilada do arroz, chamada Sura, já era consumida na Índia, entre 3.000 e 2.000 a.C. E os babilônios e os gregos tinham sua própria deusa do vinho para venerar em 2.700 a.C. 

O hidromel, uma bebida fermentada feita de mel e água, foi um dos responsáveis pela popularização do álcool e atribuído a momentos de celebração e alegria. 

Já o aguardente, era comumente utilizado com propósitos medicinais.


Como podemos ver, ao longo dos anos, o preparo das bebidas foram se aprimorando e se transformando em verdadeiras artes. Utilizadas pra várias finalidades, as bebidas ao redor do mundo, contam um pouco da história de cada lugar aonde foram desenvolvidas.


As bebidas mais famosas do mundo


Existem bebidas que são verdadeiros relatos e partes importantíssimas da história mundial. Como por exemplo, a região de Champagne na França ou a cidade de Tequila no México.


É como a cachaça brasileira e a vodca russa, que se tornaram partes características de seus países, mostrando um pouco da cultura e representado os sabores de seus respectivos lugares. Pensando nisso, selecionamos a história de algumas das bebidas mais famosas do mundo.


Confira nosso primeiro post sobre essa maravilhosa história começando com a Cerveja:


A cerveja é uma bebida alcoólica que caiu no gosto do povo e é apreciada por todas as classes. Ela é produzida pela sacarificação do amido e fermentação do açúcar resultante. As enzimas de amido e sacarificação são muitas vezes derivadas de grãos de cereais maltados, sendo comumente a cevada maltada e trigo maltado.


Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.


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Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.


A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.


A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.


E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.


Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.


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Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.


Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

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